Em Avatar, filme de James Cameron, é contada a história de um Jake Sully,ex-fuzileiro naval que acaba indo para o planeta Pandora. Essa seria a missão de seu irmão gêmeo, Tommy, que acabou sendo morto uma semana antes de partir. Em Pandora, Tommy se conectaria a um corpo artificial, um avatar, feito especialmente para que fosse parecido com o povo nativo dali, os Na'vi, e para que seus sistemas nervosos se conectassem. Cada avatar tinha parte do genoma de seu dono, o que tornava a conexão possível. Como Jake tem o genoma idêntico ao do irmão, é enviado em seu lugar.
Lá encontra um ambiente parecido com uma mina de carvão da Terra. Pandora, na verdade, estava sendo vítima de pilhagem pelos humanos. Era um dos únicos locais do universo de onde poderia ser retirado Unobtanium, uma pedra valiosíssima. A partir daí é possível relacionar o filme à colonização européia. Um local de “alienígenas” com muitas riquezas naturais, utilizado apenas para exploração. Mas o povo Na'vi tinha uma conexão muito forte com os outros seres vivos e elementos do planeta, o que estava atrapalhando a exploração mineral. O intuito dos avatares é de tentar tirar os Na'vi de sua árvore-lar, já que esta está em cima do maior depósito de Unobtanium próximo à base. Porém, a conexão dos nativos com o ambiente acaba tocando Jake e seus companheiros de expedição, Norm e Augustine. Ao perceberem que não seriam capazes de tirar os Na'vi de lá, os militares, comandantes da pilhagem, resolvem declarar guerra. Mais uma vez há um paradoxo com a colonização, já que os povos nativos das colônias foram atacados e escravizados pelos europeus.
A semelhança entre os nativos de Pandora e dos territórios colonizados é explícita. Uma linguagem própria, uma conexão forte com a natureza, a relação com os outros seres vivos, a existência de um líder espiritual, tudo leva a lembrar dos nativos. O filme é uma crítica explícita ao colonialismo. Até a tentativa “amigável” de tentar ensinar sua língua aos nativos acaba sendo um exemplo da tentativa de imposição dos próprios costumes (por que não aprender a linguagem deles?), e a tentativa de “fazer boa ciência” (era recomendado que tudo o que ocorresse fosse documentado em vídeo, e Jake acaba dizendo que os Na'vi não sairiam de seu lar) acaba sendo prejudicial (os militares decidem atacar mais cedo).
O filme, além de ser uma grande crítica ao colonialismo, é rico em efeitos visuais, mesclando a tecnologia com o lado humanitário do autor. Apesar de ser um filme bastante longo (são aproximadamente 2 horas e 40 minutos) é interessante, com uma história dinâmica, não é cansativo. Vale a pena assistir.
Gostei muito do filme.Ele nos leva a conscientização de preservar o meio-ambiente, através do amor que a população Na'vi tem pela natureza, e de como os humanos pensam em explorá-la cada vez mais em busca de seus próprios interesses.
ResponderExcluirumas das coisas que me fez pensar quando assisti ao filme foi a dualidade entre o bem e mal, que sempre aparecem em conflito.
ResponderExcluiracontece que essas duas categorias (bem e mal) podem ser relativizadas de acordo com o ponto de vista que olhamos. por exemplo: o exército que queria dominar Pandora tinha uma visão de "bem" diferente daquela dos habitantes de Pandora.
a questão do colonialismo foi bem apontada e também permite pensar sobre a relação de bem e mal. o que vcs acham?