Tudo começou com a preocupação do homem, desde a Grécia antiga, em tentar reproduzir a realidade. Porém, esse desejo somente começaria a tomar proporções notáveis com o impressionismo na pintura e o minucioso das descrições das obras literárias realistas do século XVIII.
É claro que tudo começou muito devagar e pequeno. Louis e Auguste Lumière, franceses, começaram em 1895, através do cinematrógrafo – aparelho que era ao mesmo tempo filmador, copiador e projetor –, a filmar cenas do cotidiano com duração de 45 segundos aproximadamente. A partir disso, ocorre um desenvolvimento na linguagem cinematográficas, formando, assim, estruturas narrativas. Apesar das grandes mudanças no mundo da sétima arte, o som apenas surgirá no final dos anos de 1920.
Os anos 30 consolidam-se os grandes estúdios e são consagrados astros e estrelas em Hollywood. Os gêneros se multiplicam e o musical ganha destaque. A partir de 1945, com o fim da Segunda Grande Guerra Mundial, há um renascimento das produções nacionais – os chamados cinemas novos.
Nos Estados Unidos, após a Depressão, Hollywood vive os seus anos de ouro entre 1938 e 1939. Surgem superproduções como A Dama das Camélias, ...E o Vento Levou, O Morro dos Ventos Uivantes e Casablanca. Já na Itália, os traumas do pós-guerra levaram cineastas e críticos italianos a assumirem uma posição mais crítica em relação aos problemas sociais e a reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. Surge assim, na Itália, o movimento neo-realista. Tal renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público.
Já no final da década de 50 e início dos anos 60, o cinema italiano inclina-se para a investigação psicológica, retratando uma sociedade em crise: Michelangelo Antonioni e Federico Fellini, dois dos grandes cineastas italianos, fazem reflexões morais sobre a condição humana.
Após a 2a Guerra, o macartismo – termo que descreve um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos que durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950 – instaura um clima de intolerância e perseguições que favorece a proliferação de musicais – Cantando na chuva, de Gene Kelly, Sinfonia em Paris, de Vincente Minnelli, Cinderela em Paris, de Stanley Donen –, comédias românticas e sofisticadas – A princesa e o plebeu, de William Wyler – ou superproduções: Os dez mandamentos, de Cecil B. de Mille. Nos estúdios trabalham diretores de grande talento: Alfred Hitchcock (Disque M para matar), Billy Wilder (Farrapo humano), John Huston (O tesouro de Sierra Madre), Fred Zinnemann (Matar ou morrer), George Stevens (Os brutos também amam), Douglas Sirk (Palavras ao vento), George Cukor (Nasce uma estrela) e Roger Corman (Obsessão macabra).
Nos anos 60 o sistema Hollywood começou a entrar em declínio. Muitas produções passaram a ser feitas na Inglaterra e na Itália. "Mary Poppins" de 1964 da Walt Disney Productions, "My Fair Lady" também de 64 e "The Sound of Music" (A noviça rebelde) de 1965 estão entre os filmes mais rentáveis da década. Na Itália o destaque foi o filme "La dolce Vita" de Federico Fellini de 1960. Na Inglaterra foi o início da série de filmes de 007 com "Dr. No" em 1962.
A década de 70 foi palco de um conjunto de acontecimentos que alteraram o panorama da indústria cinematográfica norte-americana e, consequentemente, do resto do mundo. A salvação da indústria esteve numa nova geração de realizadores, que cresceram a ver os filmes de Hollywood e reinventaram alguns gêneros cinematográficos, precisamente numa época de transformação social. Realizadores como Martin Scorsese, George Lucas, Brian de Palma, Francis Ford Coppola e Steven Spielberg foram alguns desses nomes. Como resultado, na década de 70, foram produzidos filmes como O Poderoso Chefão (I e II), O Exorcista, Os Incorruptíveis Contra a Droga, O Tubarão e A Guerra das Estrelas. Todos eles grandes sucessos de bilheteira, em particular os dois últimos, que marcam o ponto de viragem da industria e criaram um “monstro”: o blockbuster. Antes desse fenômeno se “solidificar” na década seguinte, os realizadores que os criaram tiveram a oportunidade de inovar, produzindo filmes como Nashville, Taxi Driver, Laranja Mecânica, O Caçador, entre muitos outros. Para além destes, Hollywood teve também algum sucesso com filmes mais tradicionais e até assistiu ao regresso dos musicais com Embalos de Sábado à Noite e Greese.
O excesso, imagem de marca da década de 80, revelou-se em filmes como Caça-Fantasmas, Rambo, Máquina Mortífera, Assalto ao Arranha-céus e Batman, todos eles sucessos de bilheteira. Filmes dirigidos aos mais velhos tornaram-se escassos numa indústria que se reorganizou à volta do Verão e do Natal, períodos em que os mais jovens não têm aulas. Fora dos Estados Unidos, a década de 80 revelou-se um período prolífero em filmes de qualidade, embora as produções norte-americano dominassem os diversos mercados internacionais. Na Europa, realizadores como Bertrand Tavernier e Diane Kurys (França), Pedro Almodóvar (Espanha), Stephen Frears e Neil Jordan (Grã-Bretanha) são aclamados pelos seus filmes e aumentam o prestígio da produção européia.
À entrada da década de 90, os blockbusters continuavam a dominar Hollywood, mas os seus custos eram cada vez maiores e incomportáveis. Filmes com orçamentos de $100 e $200 milhões de dólares tornaram-se comuns devido aos custos dos efeitos especiais, mas principalmente devido aos salários das estrelas, que podiam atingir os $20 milhões de dólares por filme. Com estes custos grande parte das produções estavam condenadas a perder dinheiro, mas o sucesso de filmes como Exterminador Implacável 2, Parque Jurássico, Forrest Gump e, principalmente, Titanic, desafiavam a lógica e sustentavam a economia de Hollywood.
O cinema da década de 2000, contrariando as previsões dos críticos temerosos com a decadência do cinema, demonstra que muitos diretores continuam com a criatividade a mil. A começar com Quentin Tarantino com os dois volumes de Kill Bill. As artes marciais também são tema freqüente no cinema oriental, com O Tigre e o Dragão. A década trouxe também a trilogia de O Senhor dos Anéis e os sucessos de Homem-Aranha e X-Men. O musical experimentou um revival com Moulin Rouge! e Chicago.
Sobre a história do cinema:
http://www.youtube.com/watch?v=fFrzBwXJGRg&feature=related
Cinema como forma de crítica social, econômica etc.
- Charles Chaplin: Tempos Modernos (1936)
http://www.youtube.com/watch?v=2B3HGY_zLKk&feature=related
- Charles Chaplin: O Grande Ditador
http://www.youtube.com/watch?v=zroWIN-lS8E&feature=related
Gene Kelly – Dançando na Chuva
http://www.youtube.com/watch?v=BrNAtk3W8wE
Psicose – Alfred Hitchcock (1960)
http://www.youtube.com/watch?v=pTkrSlsNfxQ
The Birds – Alfred Hitchcock
http://www.youtube.com/watch?v=KwLiH8bWFdM&feature=related
Grease – Nos tempos da brilhantina
http://www.youtube.com/watch?v=FpJUrt0O7uY
http://www.youtube.com/watch?v=zHFbhhi_XVc&feature=related
Embalos de Sábado a Noite
http://www.youtube.com/watch?v=sCidFUWqrKI
No tempo das diligências (1930)
http://www.youtube.com/watch?v=cPrYTjQLZeU
O poderoso chefão (1971)
http://www.youtube.com/watch?v=IIS0IJsdVsg&feature=related
(Mulher de Branco no Jardim, de Claude Monet - Impressionismo)
Com o desenvolvimento de novas tecnologias, conseguimos, no século XIX, a criação da fotografia. Entretanto, esse feito não satisfez o ser humano por muito tempo, o fazendo buscar novas formas do homem se ver em atos, não somente retratado somente numa ação, mas em uma seqüência delas.É claro que tudo começou muito devagar e pequeno. Louis e Auguste Lumière, franceses, começaram em 1895, através do cinematrógrafo – aparelho que era ao mesmo tempo filmador, copiador e projetor –, a filmar cenas do cotidiano com duração de 45 segundos aproximadamente. A partir disso, ocorre um desenvolvimento na linguagem cinematográficas, formando, assim, estruturas narrativas. Apesar das grandes mudanças no mundo da sétima arte, o som apenas surgirá no final dos anos de 1920.
(Cinematógrafo)
Os anos 30 consolidam-se os grandes estúdios e são consagrados astros e estrelas em Hollywood. Os gêneros se multiplicam e o musical ganha destaque. A partir de 1945, com o fim da Segunda Grande Guerra Mundial, há um renascimento das produções nacionais – os chamados cinemas novos.
Nos Estados Unidos, após a Depressão, Hollywood vive os seus anos de ouro entre 1938 e 1939. Surgem superproduções como A Dama das Camélias, ...E o Vento Levou, O Morro dos Ventos Uivantes e Casablanca. Já na Itália, os traumas do pós-guerra levaram cineastas e críticos italianos a assumirem uma posição mais crítica em relação aos problemas sociais e a reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. Surge assim, na Itália, o movimento neo-realista. Tal renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público.
Já no final da década de 50 e início dos anos 60, o cinema italiano inclina-se para a investigação psicológica, retratando uma sociedade em crise: Michelangelo Antonioni e Federico Fellini, dois dos grandes cineastas italianos, fazem reflexões morais sobre a condição humana.
Após a 2a Guerra, o macartismo – termo que descreve um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos que durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950 – instaura um clima de intolerância e perseguições que favorece a proliferação de musicais – Cantando na chuva, de Gene Kelly, Sinfonia em Paris, de Vincente Minnelli, Cinderela em Paris, de Stanley Donen –, comédias românticas e sofisticadas – A princesa e o plebeu, de William Wyler – ou superproduções: Os dez mandamentos, de Cecil B. de Mille. Nos estúdios trabalham diretores de grande talento: Alfred Hitchcock (Disque M para matar), Billy Wilder (Farrapo humano), John Huston (O tesouro de Sierra Madre), Fred Zinnemann (Matar ou morrer), George Stevens (Os brutos também amam), Douglas Sirk (Palavras ao vento), George Cukor (Nasce uma estrela) e Roger Corman (Obsessão macabra).
Nos anos 60 o sistema Hollywood começou a entrar em declínio. Muitas produções passaram a ser feitas na Inglaterra e na Itália. "Mary Poppins" de 1964 da Walt Disney Productions, "My Fair Lady" também de 64 e "The Sound of Music" (A noviça rebelde) de 1965 estão entre os filmes mais rentáveis da década. Na Itália o destaque foi o filme "La dolce Vita" de Federico Fellini de 1960. Na Inglaterra foi o início da série de filmes de 007 com "Dr. No" em 1962.
A década de 70 foi palco de um conjunto de acontecimentos que alteraram o panorama da indústria cinematográfica norte-americana e, consequentemente, do resto do mundo. A salvação da indústria esteve numa nova geração de realizadores, que cresceram a ver os filmes de Hollywood e reinventaram alguns gêneros cinematográficos, precisamente numa época de transformação social. Realizadores como Martin Scorsese, George Lucas, Brian de Palma, Francis Ford Coppola e Steven Spielberg foram alguns desses nomes. Como resultado, na década de 70, foram produzidos filmes como O Poderoso Chefão (I e II), O Exorcista, Os Incorruptíveis Contra a Droga, O Tubarão e A Guerra das Estrelas. Todos eles grandes sucessos de bilheteira, em particular os dois últimos, que marcam o ponto de viragem da industria e criaram um “monstro”: o blockbuster. Antes desse fenômeno se “solidificar” na década seguinte, os realizadores que os criaram tiveram a oportunidade de inovar, produzindo filmes como Nashville, Taxi Driver, Laranja Mecânica, O Caçador, entre muitos outros. Para além destes, Hollywood teve também algum sucesso com filmes mais tradicionais e até assistiu ao regresso dos musicais com Embalos de Sábado à Noite e Greese.
O excesso, imagem de marca da década de 80, revelou-se em filmes como Caça-Fantasmas, Rambo, Máquina Mortífera, Assalto ao Arranha-céus e Batman, todos eles sucessos de bilheteira. Filmes dirigidos aos mais velhos tornaram-se escassos numa indústria que se reorganizou à volta do Verão e do Natal, períodos em que os mais jovens não têm aulas. Fora dos Estados Unidos, a década de 80 revelou-se um período prolífero em filmes de qualidade, embora as produções norte-americano dominassem os diversos mercados internacionais. Na Europa, realizadores como Bertrand Tavernier e Diane Kurys (França), Pedro Almodóvar (Espanha), Stephen Frears e Neil Jordan (Grã-Bretanha) são aclamados pelos seus filmes e aumentam o prestígio da produção européia.
À entrada da década de 90, os blockbusters continuavam a dominar Hollywood, mas os seus custos eram cada vez maiores e incomportáveis. Filmes com orçamentos de $100 e $200 milhões de dólares tornaram-se comuns devido aos custos dos efeitos especiais, mas principalmente devido aos salários das estrelas, que podiam atingir os $20 milhões de dólares por filme. Com estes custos grande parte das produções estavam condenadas a perder dinheiro, mas o sucesso de filmes como Exterminador Implacável 2, Parque Jurássico, Forrest Gump e, principalmente, Titanic, desafiavam a lógica e sustentavam a economia de Hollywood.
O cinema da década de 2000, contrariando as previsões dos críticos temerosos com a decadência do cinema, demonstra que muitos diretores continuam com a criatividade a mil. A começar com Quentin Tarantino com os dois volumes de Kill Bill. As artes marciais também são tema freqüente no cinema oriental, com O Tigre e o Dragão. A década trouxe também a trilogia de O Senhor dos Anéis e os sucessos de Homem-Aranha e X-Men. O musical experimentou um revival com Moulin Rouge! e Chicago.
Sobre a história do cinema:
http://www.youtube.com/watch?v=fFrzBwXJGRg&feature=related
Cinema como forma de crítica social, econômica etc.
- Charles Chaplin: Tempos Modernos (1936)
http://www.youtube.com/watch?v=2B3HGY_zLKk&feature=related
- Charles Chaplin: O Grande Ditador
http://www.youtube.com/watch?v=zroWIN-lS8E&feature=related
Gene Kelly – Dançando na Chuva
http://www.youtube.com/watch?v=BrNAtk3W8wE
Psicose – Alfred Hitchcock (1960)
http://www.youtube.com/watch?v=pTkrSlsNfxQ
The Birds – Alfred Hitchcock
http://www.youtube.com/watch?v=KwLiH8bWFdM&feature=related
Grease – Nos tempos da brilhantina
http://www.youtube.com/watch?v=FpJUrt0O7uY
http://www.youtube.com/watch?v=zHFbhhi_XVc&feature=related
Embalos de Sábado a Noite
http://www.youtube.com/watch?v=sCidFUWqrKI
No tempo das diligências (1930)
http://www.youtube.com/watch?v=cPrYTjQLZeU
O poderoso chefão (1971)
http://www.youtube.com/watch?v=IIS0IJsdVsg&feature=related








