Música é algo presente em todas as línguas de todos os lugares da Terra. Porém, ela não é igual. Os ritmos, os instrumentos, tudo muda de acordo com a cultura. Mas será que os ritmos não ultrapassam as fronteiras físicas de seus países? Com certeza ultrapassam, ou não teríamos escutado uma única música de rock até hoje. A diversidade de tipos musicais faz com que não haja um padrão único de gosto, mas sim uma variedade. Não somos obrigados a gostar de determinado estilo, e ninguém tenta, pelo menos geralmente, nos fazer mudar de idéia. Somos habituados com a diversidade, e aprendemos a conviver com músicas que não gostamos (pessoalmente, por exemplo, não gosto de pagode, no entanto não impeço que as pessoas escutem).
Mas por que nos identificamos com algumas músicas e não com outras, que por vezes tratam do mesmo assunto? A diferença é a forma de abordagem do tema. Há quem prefira uma forma de abordagem mais seca, outros preferem a abordagem mais romântica possível. Isso pode vir desde a criação, do “berço”, como ser adquirido, mas nada impede que se goste de diversos gêneros simultaneamente. Pode-se gostar de pop, rock, eletro, black e rap, tudo de uma vez, sendo que algumas músicas gostamos desde crianças, outras aprendemos a gostar depois de certa idade. Isso é possibilitado inclusive porque a música é internacionalizada, os cantores mais famosos no mundo cantam em inglês por ser uma língua usada como linguagem internacional, uma língua que a maioria dos países ensina nas próprias escolas ou que adota como língua padrão, tornando a música acessível e compreensível por um público muito abrangente.
O que pode fazer com que uma música mantenha sua letra mas altere seu estilo? O ritmo com que ela é tocada. Um ritmo mais rápido pode agradar mais aos jovens, enquanto um mais lento pode agradar aos mais velhos. Um exemplo disso é o sertanejo universitário, que continua sendo o sertanejo tocado há vinte anos atrás, mas com abordagem e ritmo mais jovens do que os primeiros. Mas, se formos avaliar mais profundamente, veremos que é a mesma temática abordada, mas com uma linguagem mais moderna, um jeito mais jovem.
Portanto, a época em que uma música é feita também pode influenciar na sua aceitação. Vejamos de um ponto de vista radical: será que um funk poderia ser tocado na época da ditadura? E será que sua temática seria adequada àquela época? Provavelmente não. Nessa época a censura barrava mesmo temáticas inocentes. Portanto, o funk ter começado em uma época mais liberal influenciou, e muito, mas sua aceitação. E, como naquela época a oferta de ritmos era diferente da de hoje, aprendia-se a gostar do que estava disponível. E talvez isso tenha feito a geração de nossos pais serem como são: pela própria influência da música.