quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A apreensão do cenário pelo leitor: Auto da Compecida

O calor nordestino, as relações sociais, a religião, a fome e a miséria fazem parte do cenário e da vida dos personagens que estão na obra de Ariano Suassuna, “Auto da Compadecida”, a qual ganhou versão cinematográfica em 2000. Além de personagens marcantes – como João Grilo e Chicó – o que nos chama a atenção é o cenário que lemos/vemos nas duas obras.

Dependendo do gênero literário, o cenário pode se apresentar de distintas maneiras ao leitor/espectador. É desse modo que vamos pensar como o cenário aparece na peça teatral Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, e na sua versão cinematográfica.

Considerando a peça, o cenário pode ser percebido de duas formas: a) quando encenado, ele é formado pelas falas dos personagens, as quais constroem a “história” da peça; e pela “decoração” do palco; e b) tratado como texto, a sua percepção se dá também pelas falas dos personagens, as quais expõem os seus dramas; e pelas direções de palco (rubrica), tudo isso é representado por meio da linguagem. Quem articula boa parte desse cenário, tanto na encenação quanto no texto escrito, é o personagem palhaço, uma espécie de “narrador”. Neste caso, é no momento da leitura que o leitor vai construindo na sua imaginação o provável cenário da história.

Na linguagem cinematográfica, o cenário se dá através da junção do espaço com as falas dos personagens em ação, enfim, as imagens. Nesta linguagem, o cenário é mais facilmente apreendido, pois se forma justamente a partir das cenas em que o espaço é constituído pelas aparições da igreja, da padaria, da casa do padeiro, da delegacia e da fazenda, cenários devidamente forjados.

Além disso, como o cinema requer outra linguagem, é necessária uma adaptação, e com ela, temos a criação de personagens que não existem na peça: o Cabo Setenta, o Valentão e a Rosinha (filha do Major Antonio de Moraes, na peça não se trata de filha e sim de filho). É justamente dessa adaptação do texto original que surgem cenários também distintos dos da peça.

Em suma, propomos que o cenário pode ser apreendido de diferentes maneiras dependendo do gênero literário, seja ele cinematográfico ou textual.

Parla

Bibliografia:
ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. Rio de Janeiro: Editora Coleção Buriti, 1965.
SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Agir, 1990.
ARRAES, Guel. O Auto da Compadecida. Globo Filmes, 2000.

As adaptações sempre são fiéis?

Não são raras as adaptações de livros para cinema. Geralmente bons livros acabam mesmo tendo uma versão para cinema, afinal já têm um histórico de sucesso, o que facilita, muitas vezes, a aceitação do filme pelo público. O nome de um bom livro por trás do filme acaba fazendo muita diferença. Mas é necessário saber fazer a adaptação, para que não se perca a qualidade encontrada no enredo original.
Anjos e Demônios é um livro de Dan Brown que foi adaptado para o cinema, protagonizado pelo personagem Robert Langdon, interpretado por Tom Hanks, um professor de simbologia na universidade de Harvard. A história é sobre o assassinato de um padre católico e físico do CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), Leonardo Vetra, que pesquisava sobre antimatéria. Esta tem um alto poder destrutivo, uma amostra de 250 miligramas pode aniquilar um raio de 9 quarteirões. Robert é chamado para investigar o caso pelo diretor do CERN, já que, antes de ser morto, Leonardo fora marcado com um ambigrama da palavra Illuminati. Os Illuminati eram uma organização anti-religiosa que havia sido extinta há séculos. O representante desta organização avisa que matará 4 cardeais (fato agravado por ser o dia do conclave), todos marcados a fogo, uma a cada hora, a partir das 7 da noite. E que a antimatéria acabará com a cidade do Vaticano exatamente à meia-noite. Para ajudar Robert, entra em cena Vittoria Vetra, filha adotiva de Leonardo, que está acabada com a morte do pai, mas, apesar disso, se mostra uma mulher forte. Os dois saem em direção ao Vaticano, tentando impedir a sua destruição.
Mas no filme muita coisa muda. Para começar, no filme o diretor do CERN nem sequer é citado, enquanto no livro é um dos personagens que dão maior suspense à história. No livro, o diretor é o primeiro a ver o corpo de Leonardo, enquanto no filme a primeira a saber do fato é Vittoria. Vittoria é retratda com muito pouca fidelidade no filme quando o quesito é personalidade, no livro ela se mostra com muito mais atitude, desejo de vingança pela morte do pai, enquanto no filme ela se mostra quase indiferente. Outro detalhe importante, e que faz uma diferença enorme especialmente para quem gosta de acompanhar sequências, é o tempo em relação ao livro seguinte, O Código da Vinci: nos livros, O Código da Vinci ocorreu aproximadamente um ano depois de Anjos e Demônios, enquanto nos filmes ele vem antes. Esta é uma das maiores falhas da adaptação, já que isso altera fatores como a experiência de Robert em casos como o ocorrido, já que no segundo livro ocorre uma fato parecido. Inclusive, no livro O Código da Vinci, há referências do ocorrido no Vaticano e a Vittoria. Outro detalhe é o envolvimento de Robert com Vittoria: no filme ele não demonstra afetividade alguma com ela, e no livro os dois terminam fazendo planos românticos para quando se encontrarem novamente.
A fidelidade ao enredo original em um filme é importantíssima, é o que dá credibilidade ao filme. Infelizmente, nisto a adaptação de Anjos e demônios peca. Mas, para quem gosta de filmes menos melosos, mais secos, até que é interessante. A versão mostra mais o lado de suspense do livro. As cenas dos assassinatos são realmente de assustar.
Para quem gosta mais de adaptações fiéis, uma boa dica é primeiro ler o livro e depois assistir ao filme: acaba possibilitando uma visão mais crítica de ambos os lados. Isso vale não somente para Anjos e Demônios, mas também para a maioria das adaptações.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Adaptações Literárias para os Cinemas

Percebemos que ao longo dos anos a adaptação para o cinema se tornou mais forte.Uma adaptação literária nada mais é do que a retratação da história de um livro nas formas técnicas do cinema.

Quando fazemos uma leitura e depois assistimos no cinema sua adaptação, sentimos a falta de maiores detalhes que há no livro e não se mostra no filme. Porém, a razão disso é que o autor do livro nos dá uma informação, e cada um imagina na forma que quiser, no filme o roteirista tem que tomar as decisões de qual objetos usar, qual as cores etc, fazendo assim o trabalho do leitor.

Nos dias atuais encontramos muitas obras adaptadas que fazem sucesso, inclusive entre os jovens, como é o caso da saga
“Crepúsculo”. A febre pelos vampiros se tornou tão grande que os livros são um dos best-sellers mais vendidos em vários países.

Ganhou destaque também nas salas dos cinemas do país o filme
“Comer Rezar Amar”, uma adaptação do livro de mesmo título da autora Elizabeth Gilbert.O livro conta a história de uma mulher que viaja a vários países em busca de autoconhecimento após seu divórcio. Uma das curiosidades do enredo é que retrata a história da própria autora, um dos personagens reais é brasileiro e na vida real eles são casados.

Não se pode deixar de citar um dos maiores autores de romance adaptado cinematograficamente,
Nicholas Sparks. Um autor muito emotivo, seus livros e filmes são aqueles que te faz chorar e sempre são um sucesso. Dentre eles estão: O Diário de uma paixão, Um amor para recordar, Noites de Tormenta, Querido John, A última música.

Não importa o gênero, o autor, cada um tem um gosto particular,cinema e literatura andam juntos.O mais importante é que a leitura esteja na rotina das pessoas, pois a cultura é crucial para a formação de um ser humano

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lady Gaga

LADY GAGA

Um dos maiores ícones da música pop internacional, Lady Gaga é conhecida por suas roupas estranhas e pelos seus clipes polêmicos. Entre os jovens suas músicas são mais tocadas, porém ela é conhecida por todas as gerações.
Nesse ano a cantora foi nomeada, pela revista Time, uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Gaga conseguiu também a façanha de obter mais de 1 BILHÃO de exibições dos seus vídeos no youtube.
Para vários prêmios suas músicas foram indicadas, e “Bad Romance” em 2010 ganhou como o melhor vídeo do ano. Seus maiores sucessos são:

· Just Dance
· Poker Face
· Paparazzi
· Bad Romance
· Telephone
· Alejandro; o mais atual.

Através de suas atitudes, que não são nem um pouco discretas, Lady Gaga se tornou uma artista com maior ascensão na atualidade.

Da literatura ao cinema

A literatura ocupou durante muito tempo o espaço do entretenimento na vida da sociedade, junto ao teatro e a música. Aos poucos, outras formas de arte foram nascendo e ganhando espaço, entre elas está o cinema, que é o atual assunto do nosso blog.
O cinema, por se adaptar de forma rápida a vida moderna, se apropriou de outras formas de arte, como a literatura, de tal forma que muitos livros foram adaptados a linguagem cinematográfica. Esse fenômeno é tão evidente que alguns filmes ganham mais reconhecimento que a contraparte literária.
Um exemplo de adaptação cujo livro é pouco conhecido é O maravilhoso mágico de OZ. Produzido em 1939, o filme (que tem em seu elenco Judy Garland como Dorothy Gale) é a adaptação musical do livro de L.Frank Baum, publicado em 1900. As referências ao musical são tantas (muitas com a canção principal, Over the rainbow) que poucas pessoas conhecem o livro.
Por outro lado, alguns livros conseguem ser mais famosos que suas adaptações para o cinema. Um exemplo disso é o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, tal livro, por estar no cânone da literatura brasileira, possui tanta força que sua adaptação acabou sendo vista, muitas vezes, como uma produção menor.
Já o fenômeno Harry Potter, que começou em 1997 com a publicação do primeiro volume da série- Harry Potter e a pedra filosofal -, é um sucesso literário notável, que cresceu com a adaptação cinematográfica do primeiro volume da série em 2001.

By Cecília e Laís

Referências Bibliográficas

ASSIS, Joaquim Maria Machado de, 1839-1908. Memórias póstumas de Brás Cubas. 4 ed. São Paulo: Ática, 1973.
BAUM, L.F., O maravilhoso mágico de OZ. São Paulo: Martin Claret, 2009.
ROWLING, J. K. Harry Potter e a Pedra Filosofal. São Paulo: Rocco, 2000

Música e comportamento

Música é algo presente em todas as línguas de todos os lugares da Terra. Porém, ela não é igual. Os ritmos, os instrumentos, tudo muda de acordo com a cultura. Mas será que os ritmos não ultrapassam as fronteiras físicas de seus países? Com certeza ultrapassam, ou não teríamos escutado uma única música de rock até hoje. A diversidade de tipos musicais faz com que não haja um padrão único de gosto, mas sim uma variedade. Não somos obrigados a gostar de determinado estilo, e ninguém tenta, pelo menos geralmente, nos fazer mudar de idéia. Somos habituados com a diversidade, e aprendemos a conviver com músicas que não gostamos (pessoalmente, por exemplo, não gosto de pagode, no entanto não impeço que as pessoas escutem).

Mas por que nos identificamos com algumas músicas e não com outras, que por vezes tratam do mesmo assunto? A diferença é a forma de abordagem do tema. Há quem prefira uma forma de abordagem mais seca, outros preferem a abordagem mais romântica possível. Isso pode vir desde a criação, do “berço”, como ser adquirido, mas nada impede que se goste de diversos gêneros simultaneamente. Pode-se gostar de pop, rock, eletro, black e rap, tudo de uma vez, sendo que algumas músicas gostamos desde crianças, outras aprendemos a gostar depois de certa idade. Isso é possibilitado inclusive porque a música é internacionalizada, os cantores mais famosos no mundo cantam em inglês por ser uma língua usada como linguagem internacional, uma língua que a maioria dos países ensina nas próprias escolas ou que adota como língua padrão, tornando a música acessível e compreensível por um público muito abrangente.

O que pode fazer com que uma música mantenha sua letra mas altere seu estilo? O ritmo com que ela é tocada. Um ritmo mais rápido pode agradar mais aos jovens, enquanto um mais lento pode agradar aos mais velhos. Um exemplo disso é o sertanejo universitário, que continua sendo o sertanejo tocado há vinte anos atrás, mas com abordagem e ritmo mais jovens do que os primeiros. Mas, se formos avaliar mais profundamente, veremos que é a mesma temática abordada, mas com uma linguagem mais moderna, um jeito mais jovem.

Portanto, a época em que uma música é feita também pode influenciar na sua aceitação. Vejamos de um ponto de vista radical: será que um funk poderia ser tocado na época da ditadura? E será que sua temática seria adequada àquela época? Provavelmente não. Nessa época a censura barrava mesmo temáticas inocentes. Portanto, o funk ter começado em uma época mais liberal influenciou, e muito, mas sua aceitação. E, como naquela época a oferta de ritmos era diferente da de hoje, aprendia-se a gostar do que estava disponível. E talvez isso tenha feito a geração de nossos pais serem como são: pela própria influência da música.

"REGGAE A VIDA COM AMOR"



















Reggae é um gênero musical desenvolvido originalmente na Jamaica do fim da década de 1960. Embora por vezes seja usado num sentido mais amplo para se referir à maior parte dos tipos de música jamaicana, o termo reggae indica mais especificamente um tipo particular de música que se originou do desenvolvimento do ska e do rocksteady. (Reggae)

Reggae e sociedade


Original da década de 1960, o ritmo divide-se em dois subgêneros, o "roots reggae" (raízes do reggae) e o "dancehall reggae", que é originário da década de 1970. O reggae é constantemente associado ao movimento rastafari, que, de fato, influenciou muitos dos músicos apologistas do estilo reggae nas décadas de 1970 e 1980. De qualquer maneira, o reggae trata de vários assuntos, não se restringindo à cultura rastafariana, como o amor, o sexo e principalmente a crítica social.
Uma das características que podem caracterizar o reggae é a crítica social, como por exemplo cantar a desigualdade, o preconceito, a fome e muitos outros problemas sociais. (Reggae)

Reggae e os filmes

O Reggae canta sobre a paz e o amor. O Reggae é um estilo musical ligado à tranquilidade e calmaria, talvez seja por isso que, quando as pessoas escutam reggae, elas sintam paz de espírito e logo se imaginam em algum lugar lindo e calmo onde elas gostariam muito de estar.
Quando assistimos alguns filmes que se passam em praias, florestas tropicais ou até mesmo uma viagem que as personagens estão fazendo, o reggae é frequentemente usado como trilha sonora. Filmes, como por exemplo: Jamaica abaixo de zero e Como se fosse a primeira vez.

O Rei


Bob Marley é tido como o rei do reggae e ainda é um dos mais famosos mesmo já tendo falecido a 30 anos.


Entre as bandas brasileiras estão: Planta e Raiz, Ponto de Equilíbrio, Natiruts, Chimarruts, Armandinho, Edu Ribeiro, Bola de Neve etc.


Algumas frases de Bob Marley:

"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la."

"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer."

"A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem pára em qualquer topada."



"Enquanto a cor da pele de um homem for mais importante que o brilho dos seus olhos, haverá
guerra."

Alguns Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=SiP4I2aFQ-c

http://www.youtube.com/watch?v=zNMFFzngyLw

http://www.youtube.com/watch?v=wwgXJzapsak&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=HMYmvrxWg48







quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Diário de uma Paixão



Esse filme conta a história de uma menina chamada Allie, que vai passar as férias com a família numa cidade litorânea, nos anos 40. Lá ela conhece Noa, um garoto que mora na cidade. Noah vê Allie e é amor à primeira vista, embora eles sejam de classes totalmente diferentes: ela muito rica e ele um pobre operário. Por essas circunstâncias e pela súbita eclosão da Segunda Guerra Mundial, os dois são separados. Allie vai para a faculdade e Noah vai para a guerra, quando ele volta decide reformar uma velha casa onde os dois ficavam juntos. Embora Noah não saiba, Allie voltou para a cidadezinha litorânea, onde eles se conheceram e se apaixonaram. Ocorre que Allie está noiva de um soldado chamado Lon, que ela conheceu quando foi voluntária em um hospital. Noah fica sabendo que ela está comprometida e tenta de uma vez esquecê-la para sempre. Noah termina de reformar a velha a casa e pôe para vender, ele tira uma foto para o jornal da cidade e Allie vê. Ela vai atrás dele e os dois passam momentos maravilhosos e acabam se entregando novamente um ao outro.
O filme é contado por um senhor que se propõe a ajudar uma paciente que tem problemas na memória (Alzheimer), ele conta a ela uma bela história de amor sobre dois jovens, que na verdade é a história deles. Embora a memória dela esteja prejudicada, ela se deixa envolver pela emocionante história de Allie e Noah - e por alguns breves momentos reviver uma época de paixão e turbulência, em que eles juraram que ficariam juntos para sempre. O mais bonito, é que mesmo que ela tenha perdido a memória, ele não a deixa, pois ela é a mulher da vida dele.
O filme é uma história sobre oportunidades perdidas, amadurecimento e a força de um amor duradouro. O filme é muito emocionante, é impossível não chorar, vale a pena assistir. A história é realmente linda, incrivelmente fantástica e acima de tudo, retrata o amor VERDADEIRO e que ele nunca morre.

Veja o Trailer do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=_m_6gawr2OE







Tropa de Elite, Música e Cinema

No dia 08 de outubro aconteceu a estréia nacional do filme brasileiro Tropa de Elite 2. Nesse filme, Wagner Moura retoma o personagem mais marcante de sua carreira, segundo o site oficial do filme, o capitão Nascimento, na seqüência de Tropa de Elite, filme também dirigido por José Padilha, ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim, em 2008. Em seu final de semana de estreia, o filme fez cerca de 1,25 milhão de espectadores, de acordo com dados divulgados por sua assessoria de imprensa.
Segundo o site de noticias Terra, a continuação do sucesso de 2007, dirigido por José Padilha, superou produções americanas, como Eclipse, Harry Potter, X-Men e a trilogia Era do Gelo. À frente do brasileiro, apenas produções como Homem-Aranha 3 e Lua Nova.
            Um dos fatores que gerou o sucesso do primeiro filme Tropa de Elite foi a trilha sonora, como a música do grupo Tihuana que apresenta o mesmo título do filme e também um funk que gerou muitas polêmicas: o Rap das Armas, de Mc Cidinho e Mc Doca.

Rap das Armas – Mc Cidinho e Mc Doca


Parapapapapapapapapapá!
Paparapaparapará clack bum
Parapapapapapapapapapá!
Morro do Dendê
É ruim de invadir
Nós com os Alemão
Vamos se divertir
Porque no Dendê
Eu vou dizer como é que é
Aqui não tem mole
Nem prá DRE
Pá subir aqui no morro
Até a B.O.P.E. treme
Não tem mole pro exército
Civil, nem prá PM
Eu dou o maior conceito
Para os amigos meus
Mas morro do Dendê
Também é terra de Deus
Fé em Deus!
DJ, Vamo lá!...
Vem um de AR 15
E outro de 12 na mão
Vem mais um de pistola
E outro com 2 oitão
Um vai de URU na frente
Escoltando o camburão
Tem mais dois na retaguarda
Mas tão de Glock na mão
Amigos que eu não esqueço
Nem deixo prá depois
Lá vem dois irmãozinho de 762
Dando tiro pro alto
Só prá fazer teste
De ina-ingratek pisto-uzi
Ou de winchester
É que eles são bandido ruim
E ninguém trabalha
De AK 47 na outra mão a metralha
Esse rap é maneiro
Eu digo prá vocês
Quem é aqueles cara de M 16?
A vizinhança dessa massa
Já diz que não agüenta
Na entrada da favela
Já tem ponto 50
E se tu toma um pá
Será que você grita
Seja de ponto 50
Ou então de ponto 30
Mas se for Alemão
Eu não deixo prá amanhã
Acabo com o safado
Dou-lhe um tiro de pazã
Porque esses Alemão
São tudo safado
Vem de garrucha velha
Dá 2 tiro e sai voado
E se não for de revólver
Eu quebro na porrada
E finalizo o rap
Detonando de granada...
Parapapapapapapapapá!
Valeu!
Papará papará papará clackbum!

 __________
Link com o clipe da música:

            O funk no Rio de Janeiro, estado brasileiro onde o ritmo possui mais força, começou a ganhar energia a partir da década de 80. Sua influencia provem de um novo ritmo da Flórida, o Miami Bass, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas. As letras retratavam o cotidiano dos freqüentadores: abordavam a violência e a pobreza das favelas. Porém, ao mesmo tempo em que as músicas abordavam o cotidiano das classes baixas, alguns bailes começaram a ficar mais violentos e ser palco de "brigas de galeras", onde pessoas de dois lugares dividiam a pista em duas e quem ultrapassasse as fronteiras de um dos "lados", era agredido pela outra galera.
            Hoje, o funk já considerado parte da cultura carioca e os temas são bastante variados, mas o que chama a atenção são as canções que vulgarizam e banalizam a questão sexual, principalmente quando se trata das mulheres. Isso passou a ser tão questionado que Marcelo Adnet, junto de outros comediantes, transformou as letras de alguns funks, satirizando-os a partir de elementos culturais como nomes de escritores de todos os tempos.
           
Gaiola das Cabeçudas – Marcelo Adnet – “Comédia MTV”:

Guerra Ao Terror


Guerra Ao Terror

A guerra é um tema bastante usado para criar grandes histórias no cinema. Ambientado no Iraque, Guerra ao Terror (Hurt Locker, The, 2008) retrata o dia a dia de um pelotão especial anti-bombas, em seus últimos dias de trabalho intenso.
Com o intuito de mostrar de perto a tensão e o perigo que esses soldados e a população do país vivem, o filme traz como lema “A guerra é um vício”. Cada vez mais esses homens se sentem bem em “trabalhar” para a guerra e cada vez mais haverá um motivo para que haja algum conflito.
O filme mostra o despertar das oposições da natureza humana. Ao mesmo tempo em que guerreiam e querem chegar ao fim do dia vivos, eles querem também ajudar os iraquianos. Infelizmente a pressão que um grande conflito produz é imensa, a realidade em que os soldados vivem acaba se tornando uma coisa normal conforme o tempo. Esses soldados se submetem, querendo ou não, a uma guerra maquiada com interesse político e ambicioso.
Guerra ao Terror nada mais é do que uma retratação da lei da sobrevivência por ambas as partes, onde numa guerra nenhum lado ganha, mas apenas os que por fora comandam todo o conflito. Um filme intenso e humano. Confira, vale a pena!

Trailer -Legendado

Dirty Dancing - Rítmo Quente



Dirty Dancing é um filme que fez sucesso na década de 80, cujo tema principal é a dança.
O filme relata a história de uma jovem chamada Frances, conhecida como Baby, que vai passar as férias com a família num resort. Sem querer, ela descobre que os funcionários do hotel, depois do expediente, se divertem dançando num tipo de bar/danceteria, exclusivo, numa área restrita a eles no resort. E é lá que ela conhece o professor de dança do resort, Johnny, por quem se apaixona loucamente.
Johnny tem uma parceira de dança para as apresentações de shows, promovidos no resort, Penny, que engravida de um garçon, que a incentiva a abortar a criança.
Penny comete o aborto e, por isso, não pode cumprir a agenda de shows. Baby se oferece para ser a parceira de Johnny, mas tem um porém, Baby não sabe dançar, então, Johnny se oferece para ensiná-la.
Eles acabam se envolvendo e vivem uma grande história de amor. Contudo, o pai de Baby, que é médido, socorre Penny na complicação do aborto, e deduz que Johnny é o pai da criança e o grande culpado por Penny ter realizado o aborto, então, ele é totalmente contrário a esse amor.
É um romance empolgante, com lindas danças e músicas. Um filme apaixonante que vale a pena assistir, e é, por isso, que faz sucesso até nos dias de hoje, e além disso, pode-se matar a saudade do ator principal Patrick Swayze, que interpréta Johnny.





































Avatar: Uma crítica ao colonialismo

Em Avatar, filme de James Cameron, é contada a história de um Jake Sully,ex-fuzileiro naval que acaba indo para o planeta Pandora. Essa seria a missão de seu irmão gêmeo, Tommy, que acabou sendo morto uma semana antes de partir. Em Pandora, Tommy se conectaria a um corpo artificial, um avatar, feito especialmente para que fosse parecido com o povo nativo dali, os Na'vi, e para que seus sistemas nervosos se conectassem. Cada avatar tinha parte do genoma de seu dono, o que tornava a conexão possível. Como Jake tem o genoma idêntico ao do irmão, é enviado em seu lugar.

Lá encontra um ambiente parecido com uma mina de carvão da Terra. Pandora, na verdade, estava sendo vítima de pilhagem pelos humanos. Era um dos únicos locais do universo de onde poderia ser retirado Unobtanium, uma pedra valiosíssima. A partir daí é possível relacionar o filme à colonização européia. Um local de “alienígenas” com muitas riquezas naturais, utilizado apenas para exploração. Mas o povo Na'vi tinha uma conexão muito forte com os outros seres vivos e elementos do planeta, o que estava atrapalhando a exploração mineral. O intuito dos avatares é de tentar tirar os Na'vi de sua árvore-lar, já que esta está em cima do maior depósito de Unobtanium próximo à base. Porém, a conexão dos nativos com o ambiente acaba tocando Jake e seus companheiros de expedição, Norm e Augustine. Ao perceberem que não seriam capazes de tirar os Na'vi de lá, os militares, comandantes da pilhagem, resolvem declarar guerra. Mais uma vez há um paradoxo com a colonização, já que os povos nativos das colônias foram atacados e escravizados pelos europeus.

A semelhança entre os nativos de Pandora e dos territórios colonizados é explícita. Uma linguagem própria, uma conexão forte com a natureza, a relação com os outros seres vivos, a existência de um líder espiritual, tudo leva a lembrar dos nativos. O filme é uma crítica explícita ao colonialismo. Até a tentativa “amigável” de tentar ensinar sua língua aos nativos acaba sendo um exemplo da tentativa de imposição dos próprios costumes (por que não aprender a linguagem deles?), e a tentativa de “fazer boa ciência” (era recomendado que tudo o que ocorresse fosse documentado em vídeo, e Jake acaba dizendo que os Na'vi não sairiam de seu lar) acaba sendo prejudicial (os militares decidem atacar mais cedo).

O filme, além de ser uma grande crítica ao colonialismo, é rico em efeitos visuais, mesclando a tecnologia com o lado humanitário do autor. Apesar de ser um filme bastante longo (são aproximadamente 2 horas e 40 minutos) é interessante, com uma história dinâmica, não é cansativo. Vale a pena assistir.

Trailer oficial Avatar

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os Sem Floresta e uma política maquiada

De um lado uma floresta, com uma comunidade formada pelas mais variadas espécies de animais: tartaruga, esquilo, até mesmo gambá, entre outros. Do outro lado um condomínio de casas luxuosas. Ambos os ambientes separados por uma cerca viva. Este é o cenário básico do filme "Os Sem Floresta", estreado há certo tempo (em 2006), que rende, porém, uma discussão que extravasa os anos.

Comunidade de um lado, condomínio de outro, separados por uma cerca. Cenário familiar? É nítida a possível relação com o Muro de Berlim. Para quem não se lembra, foi construído durante a Guerra Fria (capitalismo versus socialismo) e separava a Alemanha Ocidental (capitalista) da Oriental (comunista). Ou seja, n´Os Sem Floresta: de um lado a comunidade de animais (o comunismo), de outro o condomínio: cada um por si e no seu respectivo terreno (o capitalismo).

A história do filme se desenvolve com o advento de um guaxinim, que para saldar uma dívida com um urso, manipula os membros da comunidade para roubarem a comida de uma casa. É aí que começa a briga: o lado da floresta (o lado selvagem, o comunismo) contra o lado do condomínio (a civilização, o capitalismo). E importante lembrar: quem desenvolve a história é um ser marginal (o guaxinim), não pertencente a nenhum desses “lados”, e que manipula os outros em seu benefício.

É interessante também notar a diferença de comportamento entre os habitantes da floresta, sempre calmos e serenos (porém “se deixam” manipular pelo personagem marginal, com exceção do chefe - a tartaruga) em contraposição ao histerismo egoísta dos habitantes “civilizados” humanos, que tentam exterminar “os invasores” de seu ambiente. Há certa troca de valores: os animais selvagens adquirem características racionais (sabem pensar), enquanto que os humanos tornam-se animais selvagens. Pode-se perfeitamente estabelecer o paralelo com a sociedade atual.

Existem inúmeros outros detalhes (como por exemplo, o cachorro que mora na casa: possível metáfora daquele que está fora de seu lugar natural e, ao mesmo tempo, foi “adaptado”, “domesticado”) que poderiam ser ressaltados, porém cabe ao expectador exercitar-se para identificar outras semelhanças.

O final do filme não dá para contar, mas pode-se adiantar que é diferente do da Guerra Fria (levando em conta a relação). No mais, está aí a recomendação: “Os Sem Floresta”, filme permitido para crianças e adultos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Trailer

Trailer

"Cinema"

Um "trailer" de um filme costuma apresentar cenas escolhidas, com frases de efeito superpostas às cenas ou um narrador, motivando o espectador a assisti-lo, trata-se então, também, de um "teaser" destinado a atrair a atenção do público alvo a comparecer na exibição do filme completo, muitas vezes, tem ainda o intuito de não só aumentar o interesse do público em assisti-lo, mas gerar um grande interesse pelo lançamento e um recorde de comparecimento já no dia de sua estréia.

  • Algumas dicas de filmes:

Trailer Titanic

http://www.youtube.com/watch?v=zCy5WQ9S4co


Trailer Atividade Paranormal

http://www.youtube.com/watch?v=F_UxLEqd074


Trailer Se eu Fosse Você

http://www.youtube.com/watch?v=SdEGWEJKcek

Trailer Tropa de Elite
http://www.youtube.com/watch?v=0jeTL9hC3Wg

Trailer Procurando Nemo
http://www.youtube.com/watch?v=0ZbAoRDq04o

Trailer Homem Aranha
http://www.youtube.com/watch?v=wXS_d7M3124


A segunda guerra mundial no cinema

Há uma diversidade enorme de filmes sobre a segunda guerra mundial. Sem contar documentários, são mais de 60. Não há apenas a visão de um lado da história. Judeus revoltados, judeus fugindo, nazistas com a consciência pesada, fervorosos, nisto incluso as várias interpretações de Adolf Hitler, falsos, inocentes acusados de serem nazistas, e até uma visão de como seria o mundo se a Alemanha tivesse vencido a guerra. Os diretores e autores são os mais variados, havendo filmes desde românticos até de puro combate, passando por dramas e comédias. Desde que a guerra foi iniciada que há filmes sobre ela, e com isso, a variedade e a qualidade dos filmes só tende a crescer.

Fonte: http://www.mundogump.com.br/os-melhores-filmes-da-segunda-guerra-mundial/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CINEMA

Tudo começou com a preocupação do homem, desde a Grécia antiga, em tentar reproduzir a realidade. Porém, esse desejo somente começaria a tomar proporções notáveis com o impressionismo na pintura e o minucioso das descrições das obras literárias realistas do século XVIII.

(Mulher de Branco no Jardim, de Claude Monet - Impressionismo)
Com o desenvolvimento de novas tecnologias, conseguimos, no século XIX, a criação da fotografia. Entretanto, esse feito não satisfez o ser humano por muito tempo, o fazendo buscar novas formas do homem se ver em atos, não somente retratado somente numa ação, mas em uma seqüência delas.

É claro que tudo começou muito devagar e pequeno. Louis e Auguste Lumière, franceses, começaram em 1895, através do cinematrógrafo – aparelho que era ao mesmo tempo filmador, copiador e projetor –, a filmar cenas do cotidiano com duração de 45 segundos aproximadamente. A partir disso, ocorre um desenvolvimento na linguagem cinematográficas, formando, assim, estruturas narrativas. Apesar das grandes mudanças no mundo da sétima arte, o som apenas surgirá no final dos anos de 1920.


(Cinematógrafo)

Os anos 30 consolidam-se os grandes estúdios e são consagrados astros e estrelas em Hollywood. Os gêneros se multiplicam e o musical ganha destaque. A partir de 1945, com o fim da Segunda Grande Guerra Mundial, há um renascimento das produções nacionais – os chamados cinemas novos.

Nos Estados Unidos, após a Depressão, Hollywood vive os seus anos de ouro entre 1938 e 1939. Surgem superproduções como A Dama das Camélias, ...E o Vento Levou, O Morro dos Ventos Uivantes e Casablanca. Já na Itália, os traumas do pós-guerra levaram cineastas e críticos italianos a assumirem uma posição mais crítica em relação aos problemas sociais e a reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. Surge assim, na Itália, o movimento neo-realista. Tal renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público.



Já no final da década de 50 e início dos anos 60, o cinema italiano inclina-se para a investigação psicológica, retratando uma sociedade em crise: Michelangelo Antonioni e Federico Fellini, dois dos grandes cineastas italianos, fazem reflexões morais sobre a condição humana.

Após a 2a Guerra, o macartismo – termo que descreve um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos que durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950 – instaura um clima de intolerância e perseguições que favorece a proliferação de musicais – Cantando na chuva, de Gene Kelly, Sinfonia em Paris, de Vincente Minnelli, Cinderela em Paris, de Stanley Donen –, comédias românticas e sofisticadas – A princesa e o plebeu, de William Wyler – ou superproduções: Os dez mandamentos, de Cecil B. de Mille. Nos estúdios trabalham diretores de grande talento: Alfred Hitchcock (Disque M para matar), Billy Wilder (Farrapo humano), John Huston (O tesouro de Sierra Madre), Fred Zinnemann (Matar ou morrer), George Stevens (Os brutos também amam), Douglas Sirk (Palavras ao vento), George Cukor (Nasce uma estrela) e Roger Corman (Obsessão macabra).

Nos anos 60 o sistema Hollywood começou a entrar em declínio. Muitas produções passaram a ser feitas na Inglaterra e na Itália. "Mary Poppins" de 1964 da Walt Disney Productions, "My Fair Lady" também de 64 e "The Sound of Music" (A noviça rebelde) de 1965 estão entre os filmes mais rentáveis da década. Na Itália o destaque foi o filme "La dolce Vita" de Federico Fellini de 1960. Na Inglaterra foi o início da série de filmes de 007 com "Dr. No" em 1962.



A década de 70 foi palco de um conjunto de acontecimentos que alteraram o panorama da indústria cinematográfica norte-americana e, consequentemente, do resto do mundo. A salvação da indústria esteve numa nova geração de realizadores, que cresceram a ver os filmes de Hollywood e reinventaram alguns gêneros cinematográficos, precisamente numa época de transformação social. Realizadores como Martin Scorsese, George Lucas, Brian de Palma, Francis Ford Coppola e Steven Spielberg foram alguns desses nomes. Como resultado, na década de 70, foram produzidos filmes como O Poderoso Chefão (I e II), O Exorcista, Os Incorruptíveis Contra a Droga, O Tubarão e A Guerra das Estrelas. Todos eles grandes sucessos de bilheteira, em particular os dois últimos, que marcam o ponto de viragem da industria e criaram um “monstro”: o blockbuster. Antes desse fenômeno se “solidificar” na década seguinte, os realizadores que os criaram tiveram a oportunidade de inovar, produzindo filmes como Nashville, Taxi Driver, Laranja Mecânica, O Caçador, entre muitos outros. Para além destes, Hollywood teve também algum sucesso com filmes mais tradicionais e até assistiu ao regresso dos musicais com Embalos de Sábado à Noite e Greese.



O excesso, imagem de marca da década de 80, revelou-se em filmes como Caça-Fantasmas, Rambo, Máquina Mortífera, Assalto ao Arranha-céus e Batman, todos eles sucessos de bilheteira. Filmes dirigidos aos mais velhos tornaram-se escassos numa indústria que se reorganizou à volta do Verão e do Natal, períodos em que os mais jovens não têm aulas. Fora dos Estados Unidos, a década de 80 revelou-se um período prolífero em filmes de qualidade, embora as produções norte-americano dominassem os diversos mercados internacionais. Na Europa, realizadores como Bertrand Tavernier e Diane Kurys (França), Pedro Almodóvar (Espanha), Stephen Frears e Neil Jordan (Grã-Bretanha) são aclamados pelos seus filmes e aumentam o prestígio da produção européia.
À entrada da década de 90, os blockbusters continuavam a dominar Hollywood, mas os seus custos eram cada vez maiores e incomportáveis. Filmes com orçamentos de $100 e $200 milhões de dólares tornaram-se comuns devido aos custos dos efeitos especiais, mas principalmente devido aos salários das estrelas, que podiam atingir os $20 milhões de dólares por filme. Com estes custos grande parte das produções estavam condenadas a perder dinheiro, mas o sucesso de filmes como Exterminador Implacável 2, Parque Jurássico, Forrest Gump e, principalmente, Titanic, desafiavam a lógica e sustentavam a economia de Hollywood.

O cinema da década de 2000, contrariando as previsões dos críticos temerosos com a decadência do cinema, demonstra que muitos diretores continuam com a criatividade a mil. A começar com Quentin Tarantino com os dois volumes de Kill Bill. As artes marciais também são tema freqüente no cinema oriental, com O Tigre e o Dragão. A década trouxe também a trilogia de O Senhor dos Anéis e os sucessos de Homem-Aranha e X-Men. O musical experimentou um revival com Moulin Rouge! e Chicago.

Sobre a história do cinema:
http://www.youtube.com/watch?v=fFrzBwXJGRg&feature=related

Cinema como forma de crítica social, econômica etc.
- Charles Chaplin: Tempos Modernos (1936)
http://www.youtube.com/watch?v=2B3HGY_zLKk&feature=related
- Charles Chaplin: O Grande Ditador
http://www.youtube.com/watch?v=zroWIN-lS8E&feature=related

Gene Kelly – Dançando na Chuva
http://www.youtube.com/watch?v=BrNAtk3W8wE

Psicose – Alfred Hitchcock (1960)
http://www.youtube.com/watch?v=pTkrSlsNfxQ
The Birds – Alfred Hitchcock
http://www.youtube.com/watch?v=KwLiH8bWFdM&feature=related

Grease – Nos tempos da brilhantina
http://www.youtube.com/watch?v=FpJUrt0O7uY
http://www.youtube.com/watch?v=zHFbhhi_XVc&feature=related

Embalos de Sábado a Noite
http://www.youtube.com/watch?v=sCidFUWqrKI

No tempo das diligências (1930)
http://www.youtube.com/watch?v=cPrYTjQLZeU

O poderoso chefão (1971)
http://www.youtube.com/watch?v=IIS0IJsdVsg&feature=related